Gol do jovem atacante logo após entrar como substituto no segundo tempo decretou o triunfo canarinho por 2 a 1 sobre o Egito no último amistoso antes do Mundial da América do Norte.
O Brasil fechou sua preparação para a Copa do Mundo de 2026 com uma vitória de 2 a 1 sobre o Egito, neste sábado, no Huntington Bank Field, estádio dos Cleveland Browns, em Ohio. Em um duelo com cara de ensaio geral, a Seleção Canarinha foi superior na maior parte do tempo, porém sentiu o gol de empate dos egípcios ainda na primeira etapa antes de encontrar a resposta definitiva nos pés do jovem Endrick, o grande protagonista da noite americana.
🇧🇷 Brasil11' Mostafa Zico
🇪🇬 Egito52' Endrick (assist: Raphinha)
🇧🇷 Brasil
Primeiro tempo: Brasil abre, Egito responde
Com Carlo Ancelotti apostando em um time próximo do que deve ser titular no Mundial, o Brasil entrou em campo com Alisson; Wesley, Marquinhos, Ibañez e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Igor Thiago e Vinícius Júnior. A grande ausência, novamente, foi a de Neymar, que segue em processo de recuperação de uma lesão muscular na panturrilha e pode retornar aos treinos na semana do torneio.
O roteiro inicial favoreceu a Seleção. Logo aos sete minutos, Bruno Guimarães recebeu na entrada da área e acertou o canto da rede de Mostafa Shobeir com categoria, inaugurando o placar. A vantagem, contudo, durou apenas quatro minutos. Marquinhos tentou um recuo ao goleiro Alisson Becker, mas a bola foi interceptada por Mostafa Zico, que, cara a cara com o arqueiro brasileiro, finalizou com frieza para igualar a partida no marcador.
O gol sofrido foi um aviso. Marquinhos errou, e erros assim numa Copa do Mundo têm peso diferente. Mas corrigimos no segundo tempo.
— Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira
O primeiro tempo seguiu equilibrado após o empate. Igor Thiago chegou a ficar cara a cara com o goleiro egípcio, mas não conseguiu concluir com eficiência. Vinícius Júnior também assustou em uma tentativa que um defensor tirou quase em cima da linha. O placar de 1 a 1 prevaleceu até o intervalo.
Segundo tempo: Endrick decide em sete minutos de bola
As mudanças foram o grande acontecimento do intervalo. Ancelotti promoveu uma reformulação ampla, lançando Endrick, Matheus Cunha, Luiz Henrique, Fabinho e o goleiro Weverton. Do lado egípcio, o técnico introduziu a maior estrela do elenco: Mohamed Salah, que fez sua estreia em partidas contra o Brasil ao entrar na segunda etapa, além de Mohamed Abdelmonem.
Com apenas sete minutos em campo, Endrick — destaque do Olympique de Lyon nesta temporada na Ligue 1 — mostrou por que desperta tanto entusiasmo no futebol mundial. Raphinha avançou pela direita, conduziu e cruzou rasteiro para o jovem atacante, que finalizou com potência e mandou a bola às redes: 2 a 1 para o Brasil, no minuto 52.
A partir daí, a Seleção administrou com controle. O Egito, impulsionado pelo entusiasmo de Salah, tentou buscar o empate, mas esbarrou em um time brasileiro mais organizado defensivamente do que na primeira etapa. As estatísticas finais reforçam o domínio verde-amarelo: sete finalizações no alvo contra apenas duas dos africanos, além de 54% de posse de bola.
O que vem pela frente
Com a vitória, o Brasil conclui a fase de preparação em alta, acumulando resultados positivos: antes do amistoso contra os egípcios, a Seleção havia goleado o Panamá por 6 a 2. Agora, o foco se volta integralmente para a Copa do Mundo. A estreia do Brasil no Grupo C está marcada para o próximo sábado, contra Marrocos, em uma batalha que promete ser bem mais exigente do que o ensaio desta noite em Ohio.
Já o Egito de Mohamed Salah terá mais alguns dias de descanso antes de enfrentar a Bélgica no dia 15 de junho, em seu primeiro duelo no Grupo G, que também conta com Irã e Nova Zelândia. O camisa 11, apesar de ter sido uma presença discreta no segundo tempo — resultado natural de quem entra frio em um amistoso —, permanece como o grande símbolo e esperança dos Faraós.
A Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, começa oficialmente em 11 de junho. O Brasil, que não ergue a taça desde 2002, chega ao torneio como um dos grandes candidatos ao título, mas ainda carrega a dúvida em torno de Neymar. Se o veterano atacante se recuperar a tempo, a Seleção contará com seu maior talento individual. Se não, caberá a jovens como Endrick provar que a renovação chegou com qualidade suficiente para disputar o topo.
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