Os navarros dominaram do início ao fim e selaram o triunfo com um golo no descontar do tempo, mergulhando o Sevilla numa crise ainda mais profunda.
O El Sadar viveu uma noite de futebol intenso e dramático neste domingo à noite. O Osasuna impôs a sua lei em casa ao Sevilla, vencendo por 2–1 num encontro da 34.ª jornada da La Liga em que os navarros nunca deixaram de acreditar, mesmo quando os andaluzes chegaram à vantagem no segundo tempo. Um golo no exacto minuto 90 selou um triunfo de enorme valor, tanto para a tabela como para o moral de uma equipa que continua a surpreender.
A primeira parte correu de forma equilibrada, com o Osasuna a tentar impor o seu ritmo e a controlar o jogo com bola — algo que viria a ser uma constante ao longo de toda a partida. Os homens de Pamplona terminaram o encontro com 61% de posse de bola, uma estatística reveladora do ascendente que tiveram sobre um Sevilla que raramente conseguiu encadear acções ofensivas de qualidade.
«O Osasuna foi superior durante quase todo o jogo. A vitória é completamente justa.»
Análise pós-jogo
O Sevilla foi a primeira equipa a chegar às redes, num momento que contrariou o domínio osasunista. Aos 69 minutos, os andaluzes converteram a oportunidade que tinham estado a aguardar e colocaram-se na frente do marcador. O resultado parecia injusto face ao que se tinha visto em campo, mas o futebol reservou mais um capítulo de dramatismo para esta noite em El Sadar.
A resposta do Osasuna foi imediata. Após várias substituições que injectaram energia fresca na equipa, os navarros empataram aos 80 minutos, sem jamais baixar os braços. O golo devolveu a convicção ao conjunto da casa e fez tremer as bancadas do El Sadar. Faltavam ainda dez minutos para o fim e toda a emoção por consumar.
No minuto 90, quando muitos já antecipavam o empate como desfecho provável, o Osasuna encontrou o golo da vitória. Uma explosão de entusiasmo tomou conta do estádio. Os jogadores abandonaram os seus postos num abraço colectivo. O Sevilla, que havia sofrido três lesões ao longo da partida, não teve força nem tempo para reagir. O apito final chegou com os forasteiros de mãos a abanar e os locais a celebrar.
Em termos estatísticos, a superioridade do Osasuna é gritante: 14 remates totais contra apenas 7 do Sevilla; 8 remates enquadrados para 3 da equipa visitante. Os navarros foram uma equipa mais incisiva, mais organizada e mais decidida. O Sevilla, por seu turno, acabou o jogo com apenas 39% de posse de bola e viu os seus jogadores acumular três lesões durante a partida — um número que reflecte uma tarde de grande desgaste físico e enorme frustração.
A derrota do Sevilla é mais uma pedrada no charco de uma época catastrófica para o clube andaluz. Longe dos lugares cimeiros, a equipa mostrou novamente dificuldades em manter a consistência ofensiva, com apenas 7 remates em todo o jogo e sem capacidade de segurar o resultado quando o marcador apontava para a vitória. As três lesões sofridas são também um sinal preocupante para o estado físico do plantel.
O Osasuna, pelo contrário, pode celebrar mais três pontos preciosos. Dominaram territorialmente, foram superiores em remates, e tiveram a mentalidade necessária para dar a volta ao resultado num dos momentos mais tensos da partida. O El Sadar foi, mais uma vez, uma fortaleza inexpugnável, e a equipa de Pamplona continua a afirmar-se como uma das surpresas positivas desta temporada na La Liga.
Com este resultado, o Osasuna soma mais três pontos fundamentais para a sua posição na tabela classificativa, enquanto o Sevilla acumula mais uma decepção numa temporada para esquecer. Na próxima jornada, os navarros recebem o FC Barcelona, num encontro que se prevê ainda mais exigente mas que, a julgar pelo estado de forma actual, não lhes causa qualquer sobressalto.
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