Apesar de dominar a posse de bola, o Sevilha foi incapaz de rematar uma única vez à baliza e saiu de Valencia de mãos completamente vazias.
OLevante UD impôs uma vitória categórica sobre o Sevilha FC por 2 a 0, nesta quinta-feira à tarde, no Estadi Ciutat de València, numa partida que sublinhou com toda a crueza as contradições de uma equipa sevilhana que controlou a bola mas nunca soube o que fazer com ela.
A lógica do futebol voltou a ser implacável: a posse não vale nada se não gerar perigo. O Sevilha teve 54% da bola ao longo dos 90 minutos, completou mais passes que os anfitriões, mas terminou a partida com zero remates enquadrados à baliza — um número que diz tudo sobre a sua impotência ofensiva.
O Levante abriu o marcador aos 38 minutos, aproveitando uma das suas cinco tentativas enquadradas para perfurar a defensiva sevilhana. A segunda metade foi um exercício de resistência organizada dos valencianos, que souberam gerir a vantagem com disciplina e, já em tempo de compensação, selaram o resultado com um golo aos 90 minutos que confirmou o triunfo e tornou o placard ainda mais eloquente.
Do lado do Sevilha, a desapontante actuação ofensiva contrasta com um total de apenas cinco remates na partida — dos quais nenhum obrigou o guarda-redes Matthew Ryan a trabalhar. O guardião australiano dos levantinos viu os seus colegas defender com garra e terminou a partida sem qualquer defesa a exigir das suas luvas.
A equipa visitante somou ainda quatro cartões amarelos — para Gudelj, Juanlu, outro defensor e Chidera Ejuke após entrar do banco — numa tarde em que os nervos cresceram à mesma velocidade que a frustração diante de uma defesa levantina bem organizada.
Oresultado coloca o Levante em boa posição na tabela classificativa antes da deslocação a Espanhol, agendada para dia 27 de Abril. Já o Sevilha, que somou mais um resultado negativo, terá de responder rapidamente para não se afundar ainda mais na classificação a apenas cinco jornadas do final da época.
Seja o primeiro a comentar!