O Levante UD conquistou três pontos preciosos em casa, num encontro de baixa produção ofensiva que só ficou decidido perto do fim, com o Getafe a prejudicar-se gravemente com cinco cartões amarelos e um amarelo-vermelho ao longo da partida.
No Estadi Ciutat de València, o Levante UD confirmou ontem à noite que sabe ganhar mesmo quando o futebol se recusa a fluir. Num encontro de poucas oportunidades e muita tensão, foi preciso esperar até ao minuto 83 para ver o único golo da partida, suficiente para garantir uma vitória que pode revelar-se determinante na corrida pelos objetivos da equipa valenciana nesta LaLiga 2025/26.
O encontro começou com um cartão amarelo para o Levante logo aos 11 minutos, sinal de que o jogo seria disputado com grande intensidade física. O Getafe, fiel ao seu estilo pragmático e combativo, instalou-se em campo com a clara intenção de negar espaço ao adversário, num bloco baixo compacto que dificultou durante longos períodos qualquer aproximação à baliza defendida por Letacek.
A posse de bola pertenceu claramente ao Levante — 63% contra 37% — mas essa dominância não se traduziu em perigo real durante grande parte da partida. Os valencianos chegaram ao intervalo sem golos e com a sensação de que algo mais seria necessário para desfazer a muralha azul dos madrilenos.
"Sabíamos que ia ser difícil. O Getafe não vem a nenhum campo para facilitar. Mas tínhamos confiança de que o golo havia de chegar."— Fonte do balneário do Levante UD
Osegundo tempo trouxe mais lances de insistência do Levante e, do lado do Getafe, uma crescente acumulação de cartões que acabaria por pesar decisivamente. Logo no arranque da segunda parte, o Getafe recebeu um amarelo ao minuto 46, seguido de outro aos 58 minutos. Às 78 horas, dois cartões amarelos em rápida sucessão — e um deles convertido em amarelo-vermelho — deixaram o Getafe numa situação cada vez mais precária.
Com o adversário enfraquecido e as substituições a injectarem novo ânimo — o Levante realizou cinco ao longo do jogo, com um bloco duplo aos 62, 63 e 79 minutos —, o momento do golo era apenas uma questão de tempo. Surgiu ao minuto 83, numa jogada que o Estadi recebeu com um estrondo de alívio e entusiasmo. O marcador ficou em 1-0 e assim permaneceu até ao apito final.
As estatísticas contam a história com clareza: o Levante tentou 20 remates ao longo do encontro, com 6 enquadrados; o Getafe, sintomaticamente, acabou o jogo com apenas 3 tentativas, apenas 1 à baliza, o que espelha a total submissão ofensiva dos visitantes. O guarda-redes do Getafe, porém, foi obrigado a realizar 2 boas defesas para manter a sua equipa na partida durante mais tempo.
Do lado disciplinar, o balanço do Getafe é simplesmente desastroso: cinco cartões amarelos e um amarelo-vermelho, num total de 25 faltas cometidas. O Levante, em contraste, terminou com apenas dois cartões amarelos e um rosto de equipa bem-comportada e eficaz. Para os anfitriões, são três pontos importantes. Para o Getafe, uma exibição para esquecer tão rapidamente quanto possível.
Do ponto de vista táctico, o encontro foi um exercício de paciência e desgaste. O Levante, com 8 cantos ao longo do jogo contra os apenas 2 do Getafe, insistiu pelos flancos e pelas bolas paradas numa tentativa de encontrar brechas. A equipa madrilena resistiu com determinação durante 80 minutos, mas a fadiga acumulada e a inferioridade numérica acabaram por cobrar a sua fatura. O golo tardio foi a recompensa justa para quem foi o melhor, mais criativo e mais perseverante ao longo de toda a noite.
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