Mbappe colocou os merengues na vantagem aos 17 minutos e o resultado parecia sentenciado. Mas o Betis, com Cucho Hernández a entrar do banco, foi buscar um empate nos últimos suspiros do encontro que vale ouro na corrida à Europa.
Foram precisos noventa minutos de drama, suor andaluz e uma dose de pura determinação para que o Real Betis arrancasse um empate de enorme valor ao Real Madrid. No Benito Villamarín, palco sempre quente e eléctrico, os Verdiblancos sofreram o golo cedo — Kylian Mbappé, com a frieza que o caracteriza, abriu o marcador logo aos 17 minutos — e passaram o resto do jogo a perseguir o resultado. A recompensa chegou no minuto 90, num final que fez as bancadas explodir e que pode ter enorme impacto na classificação final da LaLiga.
O Real Madrid chegou a Sevilha num momento de grande confiança, com a linha ofensiva encabeçada por Mbappé e Vinicius Júnior a funcionar em perfeita sintonia. Foi o astro francês a desbloquear o encontro com um remate certeiro que não deu hipótese ao guarda-redes Álvaro Vallés. A partir daí, os homens de branco tentaram gerir a vantagem com a compostura que lhes é habitual, com Jude Bellingham e Federico Valverde a controlarem o ritmo no meio-campo.
O Betis, todavia, nunca baixou os braços. Manuel Pellegrini — o técnico que conhece o Villamarín como a palma da mão — rodou o miolo da equipa no intervalo, lançando energia fresca que alterou por completo a dinâmica da partida. Antony, vindo do empréstimo ao Man United, e Abde Ezzalzouli causaram dificuldades repetidas à defesa madridista pelas alas. Com 53% de posse de bola e 17 remates tentados, os anfitriões foram claramente a equipa que mais o tentou.
O golo do empate nasceu de uma jogada de insistência que resume bem o espírito da equipa sevilhana. Cucho Hernández, lançado no decorrer da segunda parte, foi o homem decisivo, capitalizando um erro defensivo do Real Madrid que, nesse momento, já tentava fechar o jogo com substituições. A bola entrou, o Villamarín explodiu em festa, e o relógio apontava para os noventa minutos certinhos. Drama puro.
Do lado madridista, a sensação é de uma oportunidade perdida. O guarda-redes Andriy Lunin foi chamado a intervir por três vezes com eficácia, mas a defesa — com Trent Alexander-Arnold e Dean Huijsen como nomes de destaque — foi surpreendida numa transição que custou um ponto precioso na corrida ao título. A equipa de Madrid somou ainda dois cartões amarelos e três foras-de-jogo, sinais de um conjunto a jogar num ritmo alto mas nem sempre com a necessária cobertura defensiva.
Para o Real Betis, este ponto é de enorme valor simbólico e matemático. A equipa de Sevilha mantém as aspirações europeias vivas, acumulando este resultado a uma série de exibições encorajadoras nas últimas semanas — incluindo a vitória em Girona no jogo anterior. Com três partidas por disputar, os Verdiblancos ainda sonham com uma vaga nas competições europeias da próxima temporada.
A LaLiga continua mais animada do que nunca na recta final, e esta sexta-feira no Benito Villamarín ficará certamente gravada na memória de todos os que tiveram o privilégio de a testemunhar — ou de a seguir de perto pelas televisões de toda a Península Ibérica.
Cronologia
Onzes Iniciais
- GR-Álvaro Vallés
- DE-Héctor Bellerín
- DE-Marc Bartra
- DE-Natan
- DE-Ricardo Rodríguez
- MC-Álvaro Fidalgo
- MC-Sofyan Amrabat
- MC-Pablo Fornals
- EX-Antony
- EX-Abde Ezzalzouli
- AV-Cédric Bakambu
- GR-Andriy Lunin
- DE-Trent Alexander-Arnold
- DE-Antonio Rüdiger
- DE-Dean Huijsen
- DE-Ferland Mendy
- MC-Jude Bellingham
- MC-Federico Valverde
- MC-Brahim Díaz
- MC-Thiago Pitarch
- AV-Kylian Mbappé
- AV-Vinicius Júnior
Estatísticas
| Betis | Betis | Estatística | Madrid | Madrid |
|---|---|---|---|---|
| Posse de Bola | 53% | 47% | ||
| Remates Totais | 17 | 14 | ||
| Remates Enquadrados | 5 | 8 | ||
| Remates Bloqueados | 3 | 3 | ||
| Cantos | 7 | 6 | ||
| Faltas Cometidas | 10 | 8 | ||
| Cartões Amarelos | 1 | 2 | ||
| Foras-de-Jogo | 1 | 3 | ||
| Substituições | 5 | 4 | ||
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