Luka Modrić e Christian Pulisic guiaram os rossoneri numa segunda parte avassaladora. O Torino chegou perto, mas nunca conseguiu apagar a diferença.
Em San Siro, sob a luz de um sábado de tarde que a tradição rossonera tornou lendária, o AC Milan bateu o Torino FC por três golos a dois numa partida que prometeu emoção desde a primeira fita e cumpriu tudo o que prometeu — com juros. Num encontro que viu os dois clubes marcar dois golos num curto espaço de dois minutos na segunda parte, foram os milaneses a saírem vitoriosos graças à eficácia de um plantel que conta com a classe indiscutível de Luka Modrić, a irreverência de Christian Pulisic e a solidez defensiva de Mike Maignan entre os postes.
PRIMEIRO TEMPO: TENSÃO E EQUILÍBRIO COM TOQUE DE CLASSE
O encontro começou com o Milan a impor a sua qualidade a partir do meio-campo. Com sessenta por cento da posse de bola, os rossoneri construíam com paciência através de um Luka Modrić em grande plano — o veterano croata, a jogar como se os anos fossem apenas um número, dirigia o jogo com autoridade e elegância. Youssouf Fofana e Adrien Rabiot complementavam a linha mediana com energia e agressividade.
O Torino, com Giovanni Simeone e Duván Zapata em ataque, tentava explorar os espaços em transições rápidas. A dupla de atacantes granata mostrou capacidade para incomodar a defesa milanesa, e o golo do empate no minuto quarenta e quatro — um belo exemplo da eficácia de Simeone dentro da área — relançou totalmente a partida antes do descanso.
Dois golos em apenas dois minutos na abertura da segunda parte. Primeiro Pulisic, depois novamente o americano com a cumplicidade de Modrić. Um intervalo de cem e vinte segundos que destruiu completamente o Torino e transformou um jogo equilibrado numa goleada anunciada. São Siro vibrou como raramente o faz em jogos domésticos.
SEGUNDA PARTE: DOMÍNIO ROSSONERO COM SUSTO FINAL
Após o intervalo, a equipa de Milão saiu decidida a sentenciar o encontro de imediato. Pulisic, irreconhecível na sua forma física e técnica, desequilibrava pela direita com velocidade e atrevimento. Às 54 e 56 minutos chegaram os dois golos que pareciam selar definitivamente o destino da partida. O Torino ficou perplexo, sem capacidade de resposta imediata.
Modrić não precisa de ser o mais rápido para ser o melhor em campo. Com cinquenta e três anos — ah, com quarenta e um —, o croata continua a ditar o ritmo em San Siro como se fosse uma questão de dignidade profissional.— Análise pós-jogo · San Siro, Milão
Porém, o Torino recusou-se a morrer em silêncio. Zapata, que regressa de uma grave lesão sofrida esta época, entrou com fome de jogo e reduziu para três a dois ao minuto oitenta e três, instaurando um nervosismo que percorreu as bancadas até ao apito final. O Milan respondeu com substituições cirúrgicas e uma gestão de bloco que evidenciou a experiência e a maturidade do plantel rossonero.
O MILAN NA CORRIDA AO TÍTULO
Com esta vitória, o AC Milan soma sessenta e três pontos e mantém-se em segundo lugar na Serie A, a apenas cinco pontos do Inter de Milão, que lidera com sessenta e oito. A consistência do plantel rossonero ao longo desta segunda fase da temporada é notável — vinte e um remates no duelo desta semana com o Torino, sete enquadrados na baliza — e faz crer que a corrida ao scudetto se decidirá nas últimas jornadas.
O Torino, por seu lado, permanece no décimo quarto lugar com trinta e três pontos, numa temporada sem grandes ambições mas com momentos de futebol de qualidade que uma dupla como Simeone e Zapata é sempre capaz de proporcionar. A próxima visita ao grande derbi com o Inter, a vinte e seis de Abril, será mais um teste à fibra da formação granata.
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