O avançado espanhol, lançado no segundo tempo, decidiu com um golo solitário que quebra o jejum do Arouca e prolonga a crise do Moreirense — já cinco jogos sem vencer.
Em Moreira de Cónegos, onde os adeptos dos cónegos esperavam ansiosamente o fim de uma série negativa que já durava há quatro jornadas, o Arouca chegou, sofreu, resistiu e, no momento certo, fez o que os anfitriões não conseguiram: marcou. O golo de Puche, aos 67 minutos, bastou para que os lobos de Arouca regressassem à vitória após três derrotas consecutivas, deixando o Moreirense afundado numa crise de resultados que começa a pesar nos ombros de toda a estrutura verde dos cónegos.
PRIMEIRA PARTE: AROUCA LIGEIRAMENTE MELHOR, CÓNEGOS A TENTAR
O jogo arrancou com o Moreirense a rematar logo aos 15 segundos — Stjepanovic testou Arruabarrena de imediato — num sinal de que os cónegos queriam apagar rapidamente o mau momento. No entanto, foi o Arouca quem gradualmente tomou conta do encontro na primeira parte. A equipa de Vasco Seabra, apesar das baixas de peso de Alfonso Trezza e Iván Barbero — ambos indisponíveis por castigo — criou mais situações de perigo junto à baliza de André Ferreira, com Hyunju e Djouahra a ameaçarem em vários momentos.
Num dos momentos mais insólitos da partida, Tiago Esgaio — de regresso ao onze inicial dos cónegos neste encontro — falhou de forma quase inacreditável um livre com a baliza escancarada, mandando a bola muito por cima. O Moreirense, apesar de dominar o jogo por fases com Francisco Domingues e Nile John a animarem o lado esquerdo, não conseguiu traduzir a pressão em remates verdadeiramente perigosos. O intervalo chegou com o 0–0 que, ao contrário do que seria desejável para os anfitriões, não tranquilizava ninguém.
Num jogo de poucas oportunidades, bastou um momento de génio de um suplente para separar as duas equipas.— Análise pós-jogo · Parque Desportivo Comendador Joaquim de Almeida Freitas
O MOREIRENSE E A CRISE QUE TARDA EM ACABAR
Cinco jogos sem vencer: três derrotas e dois empates. Este é o balanço recente de um Moreirense que, no início da temporada, se apresentava como uma das revelações da Liga Portugal, e que agora luta para não cair da zona europeia. Com trinta e cinco pontos e o oitavo lugar assegurado por ora, os cónegos estão a apenas três pontos do Vitória de Guimarães, que visita o Benfica neste mesmo sábado. A pressão sobre Vasco Botelho da Costa aumenta de semana para semana, e a equipa parece ter perdido a solidez defensiva que a caracterizou na primeira volta da competição.
Cinco jogos consecutivos sem vencer: Sporting (0–3), Casa Pia (1–1), Nacional (1–1), FC Porto (0–3) e agora Arouca (0–1). A equipa dos cónegos não vence desde... e o calendário que se avizinha não promete facilidades, com encontros frente a adversários directos na luta pelos lugares europeus.
AROUCA RESPIRA COM VITÓRIA IMPORTANTE
Para o Arouca, a vitória chega como oxigénio puro após um período difícil marcado por três derrotas consecutivas frente ao FC Porto, Famalicão e Benfica. Com vinte e nove pontos, os lobos arouquenses sobem ao décimo primeiro lugar da tabela, em igualdade com o Alverca mas com menos um jogo disputado. Vasco Seabra pode estar satisfeito com a resposta da sua equipa, que demonstrou carácter ao ganhar sem as suas principais referências ofensivas e com um suplente a fazer a diferença.
José Fontán, o melhor assistente do clube com três assistências no campeonato, foi um dos mais influentes em campo, enquanto Puche — lançado no segundo tempo — confirmou a sua capacidade para decidir quando é chamado. A vitória em Moreira de Cónegos pode ser um ponto de viragem numa segunda metade de temporada que pede mais consistência aos arouquenses.
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