Expulsão precoce de Sulaka facilita a vida aos "Leões de Teranga", que fecham a fase de grupos com uma vitória esmagadora em Toronto.
Sabendo que só a vitória interessava, o Senegal resolveu o essencial em poucos minutos: um golo madrugador e a expulsão do defesa iraquiano Rebin Sulaka ditaram um primeiro tempo de sentido único. Na segunda parte, com o Iraque reduzido a dez desde o quarto-de-hora inicial, os "Leões de Teranga" destrancaram o resultado e fecharam a fase de grupos com uma goleada por 5-0, em Toronto.
Vantagem numérica e golos do Senegal
O Iraque ficou reduzido a dez jogadores aos 13 minutos e jogou assim praticamente toda a partida.
Decidido em treze minutos
O Senegal entrou a marcar pisada e não tardou a confirmá-lo. Aos 4 minutos, num canto cobrado por Lamine Camara, Abdoulaye Seck desviou de cabeça ao primeiro poste e Habib Diarra confirmou o lance, inaugurando o marcador. Pouco depois, o jogo ganhou um contorno totalmente diferente: aos 13 minutos, Rebin Sulaka perdeu a bola para Sadio Mané quando era o último homem da defesa iraquiana e derrubou o capitão senegalês à entrada da área. Após revisão do VAR, o árbitro inglês Anthony Taylor não teve dúvidas em mostrar o cartão vermelho direto.
Com mais um homem em campo, o Senegal instalou-se no meio-campo adversário e dominou por completo o resto da primeira parte, mas teve dificuldade em concretizar a superioridade: Habib Diarra desperdiçou uma oportunidade soberana, isolado, ao rematar em cima do guarda-redes Jalal Hassan. O intervalo chegou com o Senegal a vencer apenas por 1-0, um resultado que ainda deixava o Iraque com alguma esperança matemática.
OIraque disputava o seu primeiro Mundial desde 1986, quarenta anos depois da única participação anterior na competição. A despedida não podia ter corrido peor: zero pontos em três jogos, apenas um golo marcado e doze sofridos, naquela que foi a goleada mais pesada sofrida pela seleção asiática na fase de grupos.
Avalanche na segunda parte
O Iraque mudou de guarda-redes ao intervalo, mas a alteração pouco resolveu. Aos 56 minutos, depois de uma jogada individual de Lamine Camara pelo meio-campo, Ismaila Sarr apareceu na área para fazer o 2-0. O Senegal lançou então Pape Gueye para o jogo e o médio precisou de apenas um minuto para deixar a sua marca: aos 59 minutos, com assistência do próprio Sarr, rematou de fora da área para o 3-0.
Gueye voltou a marcar aos 71 minutos, aproveitando uma bola solta à entrada da área para bater novamente Jalal Hassan e fazer o 4-0. Iliman Ndiaye fechou a contagem aos 82 minutos, com um remate colocado de longa distância, coroando uma exibição dominadora do Senegal, que terminou a fase de grupos com a única ameaça séria do Iraque a resumir-se a um disparo de longe de Ali Jasim, seguro sem problemas pelo guarda-redes Mory Diaw.
| Grupo I | Pts | Situação |
|---|---|---|
| França | 9 | 1.º lugar — apuramento garantido |
| Noruega | 6 | 2.º lugar — enfrenta a Costa do Marfim |
| Senegal | 3 | 3.º lugar — aguarda os melhores terceiros |
| Iraque | 0 | Eliminado |
Com uma diferença de golos de +2, o Senegal fica à espera dos restantes grupos para saber se entra entre os oito melhores terceiros classificados. À hora da goleada, a Bósnia e Herzegovina, o Paraguai, o Equador e a Suécia já somavam quatro pontos cada como terceiros, à frente dos senegaleses nessa corrida.
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