Bis de Cristiano Ronaldo, golo de livre de Nuno Mendes, autogolo de Nematov e remate de Rafael Leão consumam a goleada em Houston.
Depois do empate frustrante diante da RD Congo na estreia, a Seleção Nacional respondeu da melhor forma possível: com uma goleada construída em cima de um primeiro tempo arrasador. Cristiano Ronaldo bisou, tornou-se o primeiro futebolista da História a marcar em seis edições diferentes do Mundial e deixou o Uzbequistão, estreante em fases finais, sem qualquer resposta.
Cronologia dos golos
Primeira parte: Portugal não dá tempo a respirar
Portugal entrou determinado a corrigir a imagem deixada na jornada inaugural e não perdeu tempo. Aos 6 minutos, João Cancelo serviu Cristiano Ronaldo com um cruzamento preciso pela direita e o capitão antecipou-se à defesa uzbeque para finalizar de primeira, sem hipótese para o guarda-redes Abduvohid Nematov.
A vantagem dilatou-se rapidamente. Aos 17 minutos, na cobrança de um livre frontal, foi Nuno Mendes — e não Ronaldo — quem assumiu a responsabilidade, rematando forte e colocado para o canto da baliza uzbeque. O Uzbequistão teve o seu momento de ilusão aos 29 minutos, quando festejou um golo de Aziz Ganiev na sequência de uma saída atribulada de Cancelo, mas o VAR anulou o lance por falta sobre Diogo Costa no início do movimento.
O capitão português voltaria a marcar antes do intervalo: aos 38 minutos, após um passe entre linhas de Bruno Fernandes, Ronaldo bateu o guarda-redes na saída e fechou a primeira parte em 3-0, num registo que já deixava adivinhar a noite que se seguiria.
Com o "bis", Cristiano Ronaldo chegou a dez golos em fases finais de Mundiais, superou os nove golos de Eusébio em 1966 e tornou-se o primeiro jogador da História a marcar em seis edições diferentes do Campeonato do Mundo — uma marca que nenhum outro futebolista, em mais de noventa anos de competição, tinha alcançado.
Segunda parte: gestão tranquila e mais dois golos
Roberto Martínez aproveitou a vantagem confortável para fazer a gestão de esforços, lançando Nélson Semedo e Francisco Conceição nos lugares de Cancelo e Pedro Neto. O ritmo baixou ligeiramente, mas Portugal manteve o controlo total do jogo.
O quarto golo surgiu aos 60 minutos, num lance de pressão na área uzbeque que terminou com um desvio infeliz de Nematov para a própria baliza. Já perto do fim, Rafael Leão, entrado do banco, fechou a goleada aos 87 minutos, ao concluir um cruzamento rasteiro de Nélson Semedo, com assistência de Bruno Fernandes — o terceiro passe para golo do médio do Manchester United na partida.
O Uzbequistão, na sua primeira presença num Mundial, raramente ameaçou a baliza de Diogo Costa, que pouco teve de fazer ao longo dos noventa minutos.
Os números do domínio
As estatísticas confirmam a diferença de qualidade entre as duas seleções. Portugal teve quase o dobro da posse de bola, multiplicou os passes certos e foi muito mais eficaz junto à baliza adversária.
Portugal — onze inicial
- 1Diogo Costa
- 2João Cancelo
- 3Rúben Dias
- 13Renato Veiga
- 19Nuno Mendes
- 7Vitinha
- 5João Neves
- 8Bruno Fernandes
- 18Pedro Neto
- 7Cristiano Ronaldo
- 11João Félix
Entraram: Nélson Semedo, Francisco Conceição e Rafael Leão. Selecionador: Roberto Martínez.
Uzbequistão — onze inicial
- 1Abduvohid Nematov
- 2Abdukodir Khusanov
- 4Abdulla Abdullaev
- 5Rustamjon Ashurmatov
- 13Behruz Karimov
- 6Odil Khamrobekov
- 8Otabek Shukurov
- 17Aziz Ganiev
- 7Sherzod Nasrullaev
- 9Eldor Shomurodov
- 10Abbos Fayzullaev
Seleção a disputar a primeira fase final da sua História.
E agora, a Colômbia
Com este triunfo, Portugal soma 4 pontos e assume a liderança provisória do Grupo K, com uma diferença de golos de +5. O Uzbequistão continua sem pontuar e precisa de vencer a RD Congo para manter esperanças.
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